Ponto Cego, banda de Mogi Guaçu, prepara lançamento do primeiro single
De um álbum do Dead Fish veio o nome, com uma sonoridade que bebe de várias fontes diferentes e que, entre trocas de formação, um hiato e uma temporada de covers, a banda de Mogi Guaçu chega a 2026 reunida em torno de cinco músicos, em estúdio e prestes a lançar seu primeiro single autoral.
“Náufrago”, primeiro single autoral da Ponto Cego, chega às plataformas em 22 de julho. A faixa aborda a trajetória de alguém que chegou ao limite do sofrimento sem deixar transparecer isso a quem estava por perto. Essa ideia aparece de forma direta na ponte da canção, que traz a pergunta “O que aconteceu? Onde foi que a gente errou?”, questionamento comum diante de algo que atinge uma pessoa próxima.
O refrão reforça esse contraste. Nele, o personagem esconde a própria dor e ainda se coloca à disposição para ajudar os outros, sem que isso o faça se sentir completo ou suficiente. Os versos partem da resposta a uma pergunta quase sempre retórica, o “Oi, tudo bem?”:
“Eu vou dizer, tá tudo bem!
Tá precisando de alguma coisa?
Leva de mim
o meu melhor
e eu carrego só mais essa culpa.”
A narrativa se estende até o final, quando uma carta é declamada e dá sentido ao título. É nesse trecho que o personagem se sente naufragado, sufocado pelos próprios pensamentos.
A arte que ilustra o single, reproduzida abaixo, foi desenvolvida por Diogo Galvão, artista nordestino com trabalhos para bandas como Hateen, Contra o Céu, Horace Green, Zepelim, O Sopro do Cão e Gagged.

SOBRE A BANDA
A história da Ponto Cego é, antes de tudo, uma história de insistência. Desde 2021, quando a banda começou a dar as caras como banda no interior de São Paulo, o grupo de Mogi Guaçu carregou a mesma intenção: compor o próprio repertório. Entre vários recomeços, essa ideia resistiu, ainda que levasse tempo até começar a se concretizar.
O som da banda se formou por camadas. Das origens vieram o hardcore melódico, o emo e o pop punk, referências que moldam as primeiras músicas em construção pela banda. Com uma nova formação, esse repertório de influências se ampliou e passou a incorporar também o rock progressivo, o indie rock e o hard rock.
É em 2026 que esse sonho antigo começa a tomar forma concreta. Com a nova formação, que reúne Harry no vocal, Vermeio na voz e guitarra, Pedrinho na guitarra, Cesinha, no baixo, e Gui na bateria, a banda decidiu deixar para trás a fase de covers e se dedicar à música autoral.
Formação atual
| • “Harry / Rockfor” Jhonatan Delfino — vocal • “Vermeio” Diogo Igual — guitarra e voz • “Pedrinho” Pedro Martins — guitarra • “Cesinha” César Fonseca — baixo • “Gui” Guilherme de Sá — bateria |


















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